O presidente da Infraestruturas de Portugal participou numa mesa‑redonda dedicada à urgência na governação e à resiliência das infraestruturas em tempos de crise.
Nos dias 9 e 10 de abril, realizou-se o seminário “Infraestruturas para o Futuro: Liderança e Estratégia em Tempos de Desafio”, que reuniu especialistas do setor público, da academia e do setor empresarial para refletir sobre os principais desafios associados ao desenvolvimento e concretização de grandes projetos de infraestruturas em Portugal.
Um dos momentos centrais do evento foi a mesa-redonda onde Miguel Cruz destacou que “a engenharia tem um papel decisivo na construção de infraestruturas mais sustentáveis e resilientes, capazes de responder aos desafios climáticos, energéticos e sociais que o país enfrenta.”
O responsável máximo da IP salientou ainda a importância “da previsibilidade, da cooperação e do alinhamento estratégico, com estabilidade na execução e envolvimento de todos na procura de soluções que assegurem a concretização dos projetos com eficiência e visão de longo prazo.”
No painel, foi também debatida a crescente complexidade regulatória, a par da aceleração dos avanços tecnológicos, bem como o impacto da Inteligência Artificial na forma como os líderes planeiam, gerem o risco e interagem com os diferentes stakeholders. Estas tecnologias abrem novas possibilidades para reforçar a eficiência e a capacidade de antecipação nos projetos de infraestruturas, mas introduzem igualmente novos desafios, exigindo modelos de governação mais robustos e adaptativos.
Outros temas em destaque incluíram a escassez de mão de obra qualificada, a necessidade de acelerar a transição energética, a adaptação às alterações climáticas, o reforço da defesa do espaço europeu e o posicionamento de Portugal como destino competitivo para o investimento em infraestruturas digitais, incluindo data centers e cabos submarinos.
A iniciativa, promovida pela Ordem dos Engenheiros – Região Sul, contou com a participação de representantes de diversas entidades, entre as quais Maria Teresa Mourão de Almeida (CCDR Lisboa e Vale do Tejo), José Pimenta Machado (Agência Portuguesa do Ambiente), Cristina Vaz Tomé (Metropolitano de Lisboa), Maria Rosário Partidário (Instituto Superior Técnico), Francisco Parada (REN), Paulo Carmona (Direção-Geral de Energia e Geologia) e Nuno Gil (University of Manchester).


